Mary Shelley nasceu em Londres, em 30 de agosto de 1797 e morreu na mesma cidade em 1 de fevereiro de 1851 (aos 54 anos, ou seja, bem mais velha que muitos de seus amigos, numa época em que morrer jovem era o ideal de artistas deprimidos e obscuros). Seu pai era um filósofo e sua mãe uma pedagoga que morreu ao dar a luz a Mary. Mary foi criada pelo pai e pela madrasta que a odiava, sua irmã cometeu o suicídio e ela foi deserdada pelo pai ao casar-se com o poeta Percy Bysshe Shelley, em 1813. Perchy tinha 20 anos quando ele e Mary se conheceram, mas na época ele era casado (e infeliz), de maneira que os dois só ficaram juntos após o suicídio de sua primeira mulher. Juntos, eles tiveram quatro filhos mas, numa vida marcada por tragédias e mortes, apenas um deles viveu bastante. Apenas 7 anos após o casamento, Mary teve que enfrentar outra morte, a do marido, fato que levou Mary ao declínio, embora ainda tenha vivido por mais 30 anos. Sua obra mais famosa foi Frankenstein ou o Moderno Prometeu (sim, esse é o nome original da obra que ficou mais conhecida apenas como Frankenstein), escrita entre os anos de 1816 e 1817. Frankenstein nasceu durante uma viagem que Mary fez com o futuro marido, Lord Byron e Polidori (o criador da primeira história de vampiros como os conhecemos atualmente e que, posteriormente, inspirou Bram Stoker a criar seu famoso Drácula). Os quatro passavam o verão a beira do Lago Léman e o clima hostil os obrigou a ficar vários dias confinados lendo histórias de terror um para o outro como passatempo. Foi então que Byron teve a idéia de propor que cada um deles escrevesse uma históira de fantasmas. Byron escreveu um conto que, posteriormente, utilizou para a conclusão de seu poema Mazzepa. Também foi dele a história que inspirou, mais tarde, Polidori a escrever seu romance "O Vampiro". A história de Mary, sobre um estudante que dava vida a uma criatura, deu origem a sua obra mais conhecida. |
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| Fonte: Wikipédia |