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Meninas
Malvadas - Pedolatria, Podolatria, BDSM, Dominação |
Nota do Autor: Matéria da AP, reproduzida pelo Estadão, cortesia do homem azul: |
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| Meninas
já sabem ser malvadas aos 3 anos, diz estudo
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A pesquisa mostrou que existem sistemas de status e hierarquia social mesmo na pré-escola Salt Lake City, EUA - A maldade das meninas pode começar quando elas ainda estão na pré-escola, mostra estudo da Universidade Brigham Young, nos EUA. O trabalho descobriu que garotas de 3 ou 4 anos já sabem usar manipulação e pressão social para conseguir o que querem. "Pode ir desde dizer para as amiguinhas não brincarem com outra menina a ameaçar não convidar alguém para uma festinha de aniversário", disse Craig Hart, um dos co-autores do estudo. As chamadas "meninas más" valem-se regularmente da exclusão e de ameaças de "ficar de mal" quando não conseguem o que querem das outras. |
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Essas "malvadas" são muito admiradas por alguns colegas e destestadas por outros. Têm grande habilidade social e popularidade, mas sabem ser manipuladoras ou subversivas, se necessário. Este estudo é o primeiro a relacionar esse tipo de comportamento - mais associado a adolescentes, e conhecido como "agressão relacional" - a crianças de idade pré-escolar. |
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A pesquisa mostrou que existem sistemas de status e hierarquia social mesmo na pré-escola. Outro estudo da Universidade Brigham Young mostrou que as crianças mais propensas à agressão física ou relacional têm maior probablidade de ter pais que usam manipulação psicológica e frieza emocional como formas de impor a disciplina. Os leitores habituais do LLL sabem que mulheres malvadas são o grande tesão da minha vida. Parece até que virei expert sobre o assunto. Uma revista já me entrevistou sobre o assunto e até mesmo uma atriz global já entrou em contato comigo para trocar umas idéias sobre a composição da vilã que interpretaria. Infelizmente, o nome ela não deixou eu revelar de jeito nenhum. Qualquer um que já foi adolescente sabe que as mulheres nunca são tão más, manipulativas e egoístas quanto nessa idade. Ainda livres de restraints culturais e morais, as nossas doces filhas, sobrinhas e afilhadas fazem coisas de deixar em pé os cabelos da madrasta má. |
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Naturalmente,
quando eu digo que amo as mulheres malvadas, estou falando de fantasia.
Meu tesão por mulheres perversas, diabólicas e falsas
é inversamente proporcional à minha vontade de ter um
monstro desses em minha vida.
A figura da femme fatale é muito comum na tradição ocidental. Além de ser absurdamente sexy e de me levar quase à loucura, a femme fatale tradicional cumpre uma função social importante: justificar o medo que os homens têm das mulheres, como sua tirania sobre elas. Afinal, se as deixamos correr soltas, imagina o que pode acontecer? Vagina dentata! Pra cozinha com elas! Por mais cruéis e monstruosas que sejam, como ler sobre Ayesha (do romance She, de Haggard) ou Cathy Ames (de A Leste do Éden, de Steinbeck) sem nos sentirmos fascinados por mulheres tão incrivelmente poderosas e sensuais? É
o próprio perigo que nos atrai. A tentação de brincar
com fogo e, quem sabe, não sair queimado. |
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A delícia da história é que, cada vez mais, não são apenas os homens que são atraídos ao paradigma da mulher fatal e perversa. As meninas de hoje, também expostas à mesma cultura, não raro percebem (quase sempre pra sua imensa surpresa e estranhamento) que também admiram e invejam as malvadas, que gostariam de sentar em seus tronos e entrar em suas meias arrastão e sentir, nem que apenas na fantasia, o gostinho de ser sexy, poderosa, perversa e egoísta. Querem provar a delícia de ter um homem aos seus pés, derrotado, humilhado, entregue. Na Prisão Conformismo, eu digo que a melhor coisa de se mostrar é desencavar seus iguais, deixar que eles também se revelem e venham a você. Pois desde que comecei a falar de minha paixão por malvadas, tenho sido procurado por cada vez mais mulheres (muitas ainda meninas) que também se descobriram com fantasias semelhantes e, muitas delas, confusas, nem sabiam o que fazer com esses desejos esquisitos. |
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Muitas dessas histórias eu contei aqui, todas com os nomes devidamente trocados. Luciana, com quem tive longas conversas no MSN, e que deixou florescer um tesão, a princípio tímido, em se imaginar rainha e poderosa; Victoria, com quem vivi um longo e delicioso caso de amor, cuja maldade eu farejei em um simples comentário que fez sobre o meu livro; e até mesmo uma outra correspondente, de apenas 16 anos, que não entendia porque, enquanto suas amigas sonhavam em dar pro Brad Pitt, ela sonhava em humilhá-lo e acabar com sua vida. Eu converso, com essas e com outras mulheres que não pude citar, e digo que não são malucas - tá, talvez só um pouquinho -, que esses desejos não são nem normais nem anormais, porque não existe tal coisa, mas que não são únicos, que o mais importante é saberem que não estão sozinha, que não faltam homens (e nem mulheres, se quiserem) com desejos completamentares aos seus, e que, pra cada maldade que sonham inflingir, existem pessoas que sonham sofrer. |
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Nada
poderia ser mais óbvio do que dizer que tudo isso começa
na infância. Onde mais começaria? Retroativamente, na velhice?
E, de vez em quando, eu tenho a honra de encontrar pessoalmente algumas dessas malvadas e, juntos, realizamos nossas mais impublicáveis fantasias. Só posso agradecer a oportunidade de ajudá-las a conhecer melhor seus desejos e de partilhar suas taras. Esse texto foi postado, originalmente, no blog Liberal, Libertário e Libertino, em Maio, 2005 Alex Castro - Editor do seu Guia de Blog na Internet http://www.sobresites.com/alexcastro/artigos/meninasmalvadas.htm |
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publicado, envie para: contato@malvadas.com.br |