Elena Ceausescu

Em terra de Vampiros e empaladores, uma mulher foi uma das grandes responsáveis pelo terror, nas décadas de 70 e 80.  Elena Ceausescu, esposa do ditador Nicolae Ceausescu e vice primeira-ministra da Romênia, nasceu no condado de Dâmbovita (região informal da Valáquia – aquela mesma, onde Drácula foi príncipe) onde vivieu até mudar-se para Bucareste com seu irmão.

Trabalhou como assistente de laboratório e numa fábrica de têxteis e aderiu ao partido Comunista onde conheceu Nicolae, em 1939. Os dois se casaram em 1947 e já naquela época Elena mostrava a que viera, forjando sua certidão de nascimento de modo a parecer mais jovem que seu marido.

Quando os comunistas ascenderam ao poder, Elena passou a trabalhar no ministério dos Negócios Estrangeiros, permanecendo sem importância até a posse de seu marido como secretário geral do partido, em 1965.

Sendo assim, quando Ceausescu assumiu o poder, Elena tornou-se figura de destaque no cenário político romeno, embora fosse tratada com desdém por seus compatriotas expatriados. Oficialmente, tinha o título de “a melhor mãe que a Romênia poderia ter”, mas a verdade era outra. Seu instinto maternal passava longe quando o assunto era o povo de seu país, chegando a afirmar que “os vermes nunca estão satisfeitos mesmo que lhes demos muita comida” o que, dentre outras coisas, fazia com que ela, provavelmente, fosse a pessoa mais odiada da Romênia durante o governo de seu marido.

Aliás, foi nesse período que Elena recebeu inúmeros títulos honorários por mérito científico na área de química, embora tenha sido limitada em seus estudos, o que sempre levantou suspeitas sobre a origem desse título. Pesquisas indicam, inclusive, que eles foram comprados e não recebidos por mérito.

Quando o assunto era o Partido Comunista Romeno, entretanto, as coisas mudavam consideravelmente. Ela foi a segunda pessoa mais influente do partido, logo abaixo de seu marido e, juntos, eles instituíram regras rígidas para suas relações públicas com o povo. Em 1974, foi admitida como membro da Academia Romena e em 1980, tornou-se vice-primeira ministra.

Inimiga pública numero um do povo romeno, é acusada de ser responsável pela eliminação do controle de natalidade (o que gerou uma crise durante as décadas de 70 e 80, com um número gigantesco de crianças abandonadas e acolhidas em orfanatos sem condições por todo o país), além de ter liderado a comissão de saúde que negou a existência da AIDS na Romênia, levando a uma das maiores epidemias, que incluíam muitos casos pediátricos, no mundo ocidental. Um problema agravado pela crise do país, que deixava os hospitais defasados e sem condições de cuidar dos pacientes.

Para completar sua “biografia impecável”, ela ainda foi a responsável pela destruição de igrejas e pelo racionamento de comida existente no país na década de 1980. Mas, o “governo de terror” dela e de seu marido estava fadado a terminar no final da década de 80. Em 1989, Elena e Nicolae fugiram do país mas foram capturados, julgados e condenados a execução na tarde do dia 25 de Dezembro de 1989, o que deve ter sido considerado um grande presente de Natal para a população da Romênia. Elena tinha quase 74 anos

Fonte: Wikipedia