Sala de Emergência

No mês de outubro nossa "homenagem" vai para os profissionais da Saúde, sejam eles médicos ou enfermeiros. Assim, confira algumas das enfermeiras que aterrorizaram hospitais mundo afora.

Jane Toppan

Nasceu em 1854 e foi batizada de Nora Kelly. Após a morte da mãe e a internação do pai (um alfaiate que tentou costurar os próprios olhos), Nora foi para o orfanato e, a seguir, adotada pela família Toppan.
Jane levava uma vida normal até que foi rejeitada pelo noivo, teve um colapso nervoso e tentou o suicídio.
Sua curiosidade mórbida por autópsias teve início na escola de enfermagem. Após a morte misteriosa de pacientes que estavam sob sua custódia Jane foi demitida e passou a trabalhar atendendo em domicílio. Considerada bondosa e sensível trabalhou nas casas da alta sociedade. Entretanto, a maioria de seus pacientes e suas famílias acabavam morrendo misteriosamente após ingerir o que ela chamava de “poção especial”.
Por mais de 20 anos, Jane conseguiu levar adiante seu plano. Entretanto, em 1901, após a morte de quatro membros da família Davis, uma autópsia, exigida pelo marido de uma das vítimas, revelou que uma dose letal de morfina e atropina tinha sido a causa da morte.
Jane fugiu, mas foi presa em outubro do mesmo ano. Confessou 31 assassinatos, mas acredita-se que o número real esteja entre 70 e 100. Jane foi considerada o primeiro “Anjo da Morte” americano.

Gwendolyn Grahan e Cathy Wood

Enfermeiras de uma casa de repouso americanas mataram cinco idosas na década de 80. Graham e Wood, aparentemente, tornaram-se amantes e deram início ao seu “reinado de terror” na clínica assassinando pacientes incapacitadas pelo mal de Alzheimer. Apesar da aparente “morte natural”, as duas foram descobertas após o ex-marido de Cathy contar para a polícia as histórias que tinha ouvido dela. É bem verdade que as duas nunca tentaram esconder os assassinatos e falavam abertamente sobre eles, mas até então, nunca haviam sido levadas a sério.
Após a denúncia os corpos foram exumados e ambas foram presas. Grahan foi condenada a prisão perpétua sem direito a condicional e Wood a uma pena de 20 a 40 anos de prisão. Durante o julgamento, numa manobra para redução de sua pena, Wood se declarou culpada e afirmou que era Grahan quem planejava e executava os assassinatos e que ela apenas ficava de vigia.
O caso serviu de base para o livro “Forever and Five Days” de Lowell Cauffiel. Além disso, as duas já apareceram em dois episódios da série de TV “The Serial Killers” nos quais foram entrevistas sobre seu relacionamento e os crimes.

Genene Jones

Entre 1981 e 1983 matou pelo menos 50 pessoas aos seus cuidados em um hospital do Texas onde era enfermeira. Ela foi acusada de aplicar injeções com medicamentos letais nos pacientes. Entretanto, provas decisivas das mortes nunca foram apresentadas. Genene foi condenada a 159 anos de prisão por apenas dois dos assassinatos que puderam ser provados.

Beverly Allit

Enfermeira britânica que, em 1991, matou quatro crianças e atacou várias outras na ala infantil do hospital Grantham and Kesteven, em Lincolnshire. Seu método, a aplicação de injeções de cloreto de potássio (para causar ataques cardíacos) ou insulina (para induzir uma hipoglicemia letal) foi descoberto quando os médicos do hospital começaram a desconfiar do número de ataques cardíacos e crianças e perceberam que Beverly era a única enfermeira que havia trabalhado em todos os dias dos ataques e também tinha acesso às drogas.
Em 1993 ela foi condenada a 13 prisões perpétuas pelos ataques a serem cumpridas no Rampton Secure Hospital (um hospital para doentes mentais de alta periculosidade).
Audiências posteriores recomendaram que ela cumprisse pelo menos 30 anos de prisão, quando poderá solicitar a condicional, caso não seja mais considerada um perigo para a sociedade.
Embora seja pouco provável que ela um dia saia do hospital, os pais das crianças ameaçaram matá-la caso isso aconteça.
Os motivos de Beverly nunca foram totalmente explicados, mas uma teoria diz que a Síndrome de Munchausen Modificada (desejo de matar ou machucar para chamar atenção) explicaria seu comportamento.

Fonte: Wikipédia / As 10 maiores assassinas de todos os tempos / Site Ilana Casoy