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Desde
pequena seus irmãos travavam uma disputa por sua preferência.
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Aos
treze anos já era uma mulher fatal que chamava a atenção
de qualquer homem.
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Em
seu primeiro casamento (aos 13 anos), Lucrécia foi ignorada
pelo marido e passou o tempo todo da festa alternando a companhia
de seus irmãos que recitaram a ela poemas de amor quando
ela se foi para o leito nupcial com o marido.
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Seu
primeiro casamento não se consumou de imediato, pois ela
era considerada muito jovem, e Lucrécia se manteve virgem
por dois anos aguardando o marido. Não sem, entretanto, curtir
as orgias nos aposentos do pai e dos irmãos, no Vaticano.
Nessa época, os boatos sobre incesto aumentavam cada vez
mais e Lucrécia era acusada de manter relações
sexuais com os irmãos e, até, com o próprio
pai.
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Seus
irmãos planejaram o assassinato de seu marido para que ela
pudesse se casar com um homem mais rico. Ela descobriu e aconselhou-o
a fugir.
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Após
esse episódio, a jovem passou uma temporada num convento,
enquanto seu pai e irmãos planejavam o divórcio alegando
que seu marido era impotente e que o casamento não tinha
se consumado. Nesse período, Lucrécia fica grávida
e exitem inúmeras especulações sobre a paternidade:
alguns dizem que o responsável foi um de seus irmãos,
outros, um criado.
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Após
um jantar na casa da mãe, um dos irmãos de Lucrécia
aparece morto num rio. O assassino? O outro irmão motivado
por inveja da posição social e pelo ciúmes
doentio que sentia de Lucrécia, que era mais próxima
do morto.
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Depois
de assassinar o próprio irmão, César Bórgia
matou um criado que teve um caso com sua irmã.
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Mesmo
grávida de seis meses, Lucrécia consegui convencer
a todos que era virgem (escondendo sua situação sob
várias saias) e se divorciou do primeiro marido.
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O
bebê foi reconhecido por César Bórgia, como
sendo seu filho.
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Mais
uma vez enciumado e sangüinário, César assassina
o segundo marido de Lucrécia.
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A
culpa recaiu sobre Lucrécia e diziam que seu marido tinha
sido vítima de um de seus venenos (acusação
sem nenhum fundamento).
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O
satirista Filolia difamava Lucrécia e sua família
aos quatro ventos. Seu destino? Assassinado e mutilado.
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Lucrécia
casa-se pela terceira vez. Numa ocasião, cai doente e César
ameaça o marido, dizendo que se algo acontecesse à
irmã, o sangue dela não seria o único a ser
derramado por lá. (Ele desconfiava que o marido a estaria
tentando matar.)
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César
Borgia foi a inspiração de Maquiavel para o livro
"O Príncipe".
Enfim,
não se pode dizer que Lucrécia Bórgia tenha sido
uma santa, por isso ela conquistou seu espaço aqui no "Malvadas".
Entretanto, também não foi o demônio que pintam
mundo afora. Digamos que ela tenha tido muito mais fama que atitudes
maldosas de verdade. Mas, como diz o velho ditado: "quem tem fama,
deita na cama." |